Avaliação agronômica de porta-enxertos potenciais para pessegueiro
DOI:
https://doi.org/10.36812/pag2026321154-172Palavras-chave:
Prunus persica, fenologia, vigor vegetativo, produtividade, qualidade de frutoResumo
A produção de pêssegos depende da escolha adequada do porta-enxerto, o qual exerce influência sobre o comportamento fenológico, o vigor, a produtividade e a qualidade dos frutos. O objetivo deste trabalho foi avaliar o desempenho agronômico da cultivar Chimarrita enxertada sobre 27 porta-enxertos. O experimento foi conduzido em Veranópolis, Rio Grande do Sul, em delineamento inteiramente casualizado, com três repetições, ao longo das safras de 2022, 2023 e 2025. Foram analisadas variáveis fenológicas, vigor vegetativo, produção, peso de fruto, sólidos solúveis (SS), acidez titulável (AT) e relação SS/AT (ratio). O comportamento fenológico foi semelhante entre os porta-enxertos, com pequenas variações na brotação e floração. O vigor da cultivar-copa apresentou maior crescimento conferido pelo porta-enxerto Cascata 534 e efeito ananizante pelo Flordaguard. A produção foi influenciada pelos porta-enxertos e pelos anos de avaliação, destacando-se Tsukuba 2, I-67-55-9 e I-93-27 pelo maior rendimento e estabilidade produtiva. O peso dos frutos variou entre os materiais, com tendência de frutos maiores em porta-enxertos que induziram menor carga produtiva. Os atributos de qualidade foram afetados pelos porta-enxertos, com relação inversa entre SS e AT ao longo dos ciclos. Capdeboscq, Chorão, Tsukuba 2 CPACT e I-67-52-44 apresentaram melhor equilíbrio entre açúcares e acidez, refletindo frutos com valores maiores de ratio.
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